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Malformação Congênita das Vias Aéreas

Malformação Congênita das Vias Aéreas –
Malformação Adenomatóide Cística dos Pulmões (MAC)

Nem sempre a gestação segue como o esperado, e é nos exames de rotina que muitas famílias descobrem situações que precisam de atenção especial.

Uma delas é a Malformação Adenomatóide Cística dos Pulmões (MAC), também conhecida como Malformação Congênita das Vias Aéreas.

Apesar do nome complicado, é possível entender o que está acontecendo e seguir com segurança, acompanhamento e esperança.

O que é MAC?

A MAC é uma condição em que uma parte do pulmão do bebê se forma de maneira diferente, criando cistos (pequenas bolsas cheias de líquido). Esses cistos podem variar de tamanho e quantidade, e muitas vezes não causam sintomas graves, especialmente quando são pequenos.

Essa alteração acontece ainda nas primeiras semanas da gravidez e, na maioria das vezes, afeta apenas um dos pulmões. Em muitos casos, o restante do pulmão se desenvolve normalmente e pode funcionar bem após o nascimento.

Como a MAC é descoberta?

O diagnóstico costuma ser feito durante o ultrassom morfológico, entre a 20ª e 24ª semana de gestação. O médico pode notar uma imagem diferente no pulmão do bebê, que se destaca por causa da presença dos cistos. Em seguida, a gestante pode ser encaminhada para exames mais detalhados, como o Doppler ou a ressonância fetal, para avaliar o tamanho da lesão e se ela está pressionando o coração ou o outro pulmão.

O bebê sente dor? Isso afeta a vida dele?

Não, o bebê não sente dor durante a gestação. O que preocupa os médicos é quando a malformação cresce demais e começa a comprimir outras estruturas, como o coração ou o pulmão saudável. Nesses casos, o bebê pode desenvolver acúmulo de líquido no corpo (chamado hidropsia), o que exige acompanhamento ainda mais próximo, e, em alguns casos, intervenções dentro do útero.

Mas a maioria das MACs é pequena e não causa complicações, podendo ser acompanhada com tranquilidade até o parto.

A MAC tem tratamento?

O tratamento depende do tamanho da malformação e de como ela está se comportando ao longo da gestação:

  • Quando a lesão é pequena e não cresce, o bebê pode nascer por parto normal e ser apenas acompanhado após o nascimento.
  • Quando a lesão cresce muito ou causa risco ao bebê, existem tratamentos possíveis ainda na gestação, como o uso de medicamentos pela mãe (como corticoides) ou até cirurgias intrauterinas, em casos mais raros.

Após o nascimento, o bebê será avaliado por especialistas. Em alguns casos, será indicada a cirurgia para retirada da parte do pulmão afetada, principalmente quando há risco de infecções no futuro. Muitas crianças operadas levam uma vida normal e ativa após a recuperação.

Apesar de tudo, existe um caminho possível e seguro

Receber o diagnóstico de MAC pode gerar dúvidas, insegurança e até medo, mas é importante saber que a maioria dos casos tem bom desfecho, especialmente quando acompanhados de perto por uma equipe experiente em medicina fetal.

Com um pré-natal bem feito, exames regulares e cuidados no nascimento, muitos bebês com essa condição crescem com saúde, brincam, correm e vivem plenamente.